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EEG Neurofeedback

O EEG-Neurofeedback trata-se de uma intervenção terapêutica, não invasiva e não dolorosa, que não apresenta efeitos adversos e, que visa aprimorar o funcionamento do cérebro através da neuro-regulação e sua função metabólica. Este método, permite ao paciente modular a sua atividade cerebral, em tempo real, regulando os padrões de atividade nas diversas regiões cerebrais, com base em feedbacks externos e, por consequência, induzir mudanças na cognição e no comportamento, de modo a beneficiá-lo.

A fim de facilitar a leitura, deixamos alguns links para os temas:

  1. A importância do Neurofeedback e como funciona?
  2. Em que se baseia o Neurofeedback?
  3. Qual a utilidade do Neurofeedback?
  4. O Neurofeedback funciona? Quais resultados podemos esperar deste método?
  5. Quem pode fazer Neurofeedback?
  6. Perguntas e Respostas

A importância do Neurofeedback e como funciona?

O Neurofeedback visa estimular a atividade natural do cérebro, apoiando o paciente na consciencialização dos seus estados internos, contribuindo a nível cerebral para a sua autorregulação e desenvolvimento das potencialidades, de modo a corrigir diversas disfunções neurológicas, melhorando o desempenho cognitivo e comportamental.

É um software guiado por computador que está conectado ao paciente, através da colocação de sensores (elétrodos) no couro cabeludo, que captam a atividade elétrica dos neurónios e enviam sinais para o software, onde são descodificados, permitindo ao técnico visualizar em tempo real essa atividade.

O paciente, através de um jogo, vídeo, música ou gráficos, recebe feedback e modula a tua atividade, enquanto este é monitorizado, permitindo compreender se o cérebro está a produzir os padrões de atividade pretendidos consoante o protocolo de treino designado. Este exercício permite aumentar a qualidade e eficiência dos padrões de atividade cerebral, ajudando a que o cérebro se reorganize e autorregule. A repetição desta prática ao longo das sessões necessárias consoante cada caso específico, permite ao paciente obter mudanças significativas e adquirir qualidade de vida.

Em que se baseia o Neurofeedback?

O Neurofeedback baseia-se no princípio do condicionamento operante, assim como no modelo de aprendizagem. A comunicação cerebral ocorre através da atividade elétrica (i.e., ondas elétricas cerebrais) entre os neurónios, sendo que essa atividade ao ser visualizada (i.e., feedback audiovisual em tempo real), permite que as pessoas possam autorregular a atividade cerebral tendo em conta o condicionamento operante (i.e., tentativa-erro). O condicionamento operante, é um processo subconsciente, dependente do fluxo dos eventos que ocorrem naturalmente, e que a qualquer momento que ocorrem podem ser reforçados. É necessário que ocorra um processo de aprendizagem, para que os padrões de atividade sejam aprendidos pelo cérebro através do feedback transmitido através do computador. O modelo de aprendizagem, reflete a importância de áreas como o estriado e a ínsula (além do tálamo e córtex frontal), em que o seu envolvimento no processo de aprendizagem contribui com base em recompensa e autoconsciência.

Qual a utilidade do Neurofeedback?

Revela-se uma ferramenta útil para exercitar o cérebro. Permite fortalecer padrões chave cerebrais, melhorando a comunicação e o timing cortical e, permitindo que áreas cerebrais diferentes tenham um desempenho mais eficiente na sua atividade cerebral. Além disso, também ajuda nos casos em que não se sofre de uma condição específica a tratar (ex.: PHDA), mas sim questões mais do dia-a-dia (ex.: mente agitada), assim como aumentar a performance cerebral (i.e.: Peak Performance).

Revela-se assim útil no que diz respeito a intervir no âmbito: escolar, profissional ou desportivo; da qualidade e rapidez na tomada de decisão; da habilidade de lidar com o stress; das interações sociais; a resiliência Emocional e também na autoexpressão.

Desde as patologias, a vários desafios que o podem responder bem ao Neurofeedback, são:

  • Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA);
  • Dislexia e Discalculia;
  • Dificuldades de Aprendizagem e/ou de processamento Cognitivo;
  • Stress Pós-Traumático;
  • Depressão e/ou Ansiedade;
  • Fibromialgia e Dor Crónica;
  • Epilepsia;
  • Problemas neurológicos (ex.: TCE, etc);
  • Dificuldades a nível do sono (em adormecer, manter-se acordado ou acordar antes da hora);
  • Mente agitada e/ou ruminação;
  • Dificuldades em gerir emoções;
  • Dificuldades a nível da linguagem ou expressividade;
  • Pesadelos;
  • Perturbações a nível do processamento sensorial motor;
  • Traumas desenvolvidos;

Além disto, é comum que possam ocorrer melhorias na qualidade de vida, quando se realizam treinos de Neurofeedback com profissionais qualificados, como por exemplo:

  • Menos preocupação e ansiedade;
  • Humor mais estável;
  • Capacidade de lidar com o stress;
  • Melhorias a nível do sono;
  • Melhorias a nível da atenção e memória;
  • Aumento da performance mental;
  • Entre outros…

O Neurofeedback funciona? Quais resultados podemos esperar deste método?

Sim. Profissionais com experiência, relatam que existem melhorias significativas entre 70 a 85% do tempo, entre os pacientes que fazem treinos de Neurofeedback de forma regular e durante o tempo que a sua condição possa exigir. É importante compreender que não se tratam os sintomas em si, mas sim os padrões de atividade das áreas cerebrais, que por si só levam a uma melhoria dos sintomas.

Quem pode fazer Neurofeedback?

Os treinos de Neurofeedback, podem ser realizados por qualquer pessoa, desde que possa ocorrer/haver uma aprendizagem, de modo a que o cérebro possa responder ao feedback recebido nas sessões.

Perguntas e Respostas:

Quanto tempo demora uma sessão de Neurofeedback?

As sessões de neurofeedback podem demorar entre 20 a 45 minutos, dependendo sempre da intervenção que está a ser realizada e a necessidade específica de cada indivíduo. Requer sempre um ajuste consoante o desempenho do paciente, assim como a sua capacidade para realizar uma sessão mais longa ou menos longa.

Sinto dores ao fazer o tratamento?

Não! Realizar uma sessão de treino de neurofeedback não causa qualquer dor, uma vez que é um procedimento não invasivo e não doloroso.

Estou a fazer medicação, posso realizar sessões de Neurofeedback?

Sim! A única medicação que podem de alguma forma interferir com a efetividade do neurofeedback, são as benzodiazepinas uma vez que interferem na memória a curto prazo e na aprendizagem. Sendo que é necessário haver um processo de aprendizagem, qualquer substância que interfira com este, pode gerar uma resposta mais lenta aos treinos de neurofeedback, o que se traduz na necessidade de realizar mais sessões. É importante nestes casos, discutir sempre com o seu psiquiatra possíveis alterações ou não da medicação. Ao longo do processo, o neurofeedback pode até ajudar a que seja possível reduzir as medicações, dependendo do caso e sempre consultando o Psiquiatra.

Como funcionam os resultados do tratamento?

Por norma, não existe um número específico de sessões para obter resultados, porque cada caso é único. Embora para determinados casos se possam observar mudanças ao fim de poucas sessões (ex.: 10), outros requerem mais sessões. Contudo, dependendo do caso específico e necessidade de intervenção, em média são necessárias 25 a 40 sessões (2 a 3 meses de treino) para que os resultados sejam duradouros, observando os seus benefícios a longo prazo. Nos casos de situações crónicas ou mais complexas podem ser necessárias mais de 40 sessões. Existem pacientes que sentem efeitos mais rapidamente, outros levam mais tempo a ver mudanças, no entanto, é necessário tempo para que os benefícios dos treinos acumulem e se mantenham. Outro fator muito importante, é que previamente antes da conclusão das sessões, se vá realizando uma desvinculação do procedimento no espaço de tempo e não se corte por completo a realização do treino. Isso permitirá que os resultados e benefícios, se consolidem por mais tempo.

Quando é que o Neurofeedback não resulta?

Existem algumas condições que podem afetar a realização das sessões, ou o processo de intervenção, assim como: desistência devido a inconsistência ou impaciência, ou demora em obter resultados; estilos de vida com excesso de abuso de substâncias, álcool ou outros fatores relacionados; não realizar os treinos de forma regular e indicada pelo profissional; problemas do foro médico; problemas do foro ambiental; problemas do foro familiar (falta de suporte ou nenhum suporte).

Quero fazer tratamento o que devo fazer?

Na NeuroVida, deve agendar uma consulta com o médico neurologista, de modo a transmitir as suas queixas e/ou condições, referindo o seu interesse em realizar este procedimento. Depois, deve ser submetido à realização de um eletroencefalograma (EEG) de modo a analisar as ondas cerebrais e traçar o perfil de cada paciente, correspondente à sintomatologia apresentada, e de seguida após obter os resultados ser reencaminhado para o profissional de equipa qualificado para realizar as sessões de NFB com o protocolo de intervenção adequado às suas necessidades. Além disso, poderá ser necessária uma avaliação psicológica ou neuropsicológica, de modo a definir-se melhor o plano de tratamento individualizado às necessidades de cada pessoa.

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